janeiro 23, 2004

Chandeen

Espera-se para o final deste mês, o novo álbum de uma das bandas mais conhecidas do movimento musical etéreo europeu - Chandeen. De facto, com quase 13 anos de carreira, esta banda tornou-se numa das embaixadoras do género, não só devido aos arranjos musicais, como pela suavidade das letras e pela profundidade das vozes de Antje Schulz e Stephanie Härich.
Nascida em Frankfurt, Alemanha, em meados de 1992, a banda surgiu pela mão do “alma-mater”, compositor e nos teclados, Harald Löwy e Oliver Henkel, respectivamente, e depressa se transformou numa das melhores e mais bem reputadas bandas do género etéreo wave-pop. Embora de início se possam inserir numa vertente mais gótica (vertente sempre omnipresente em Chandeen), de facto, os seus álbuns têm vindo, progressivamente, a alcançar uma cada vez maior notoriedade, pela sua espantosa profundidade e sensualidade vocal e musical, constituindo hoje em dia uma das melhores bandas europeias deste panorama musical.
Perfazendo a dezena, os álbuns da banda são possuidores de um todo de poesia, sensualidade e obscuridade, por vezes, mas, sem dúvida, donos, também, de belíssimos acordes e sons electrónicos.
Enquanto o novo e derradeiro álbum da banda, “Pandora’s Box”, não chega até nós (lançamento previsto para o dia 28 deste mês), deixo-vos com três propostas: “Shaded By The Leaves” (1994), “Jutland” (1995), “The Waking Dream (1996)”.
Três albuns bastante diferentes, todos denotadores de uma viragem na história do grupo, sem perder, no entanto, a alma que o caracteriza. “Shaded By The Leaves” é, sem dúvida, o mais “obscuro” dos álbuns de Chandeen. Caminhando por “Scottish Hills”, “The World of Lost and Found”, ou pelas batidas da musical “Rain Dance”, Chandeen revelam aqui um pouco do seu génio, mas pressente-se que falta algo. Que são capazes de muito mais. E é isso que se sente em “Jutland”, o melhor representante, a meu ver, dos primeiros anos do grupo. Em “Jutland”, mergulhamos, sem dúvida, num ambiente de fantasia, criado algures dentro de nós. Os acordes fantásticos e as vozes de Antje e Catrin (que deixou o grupo após o lançamento deste mesmo álbum, vindo a ser substituída por Stephanie Härich) como que se fundem na nossa voz e é difícil não sentirmos nascer um novo olhar sobre o que nos rodeia ao ouvi-las, sobretudo nas faixas “Ginger” e “Jutland”.
Considerado por muitos como o melhor e mais bem sucedido álbum dos Chandeen, “The Waking Dream” marca a viragem da banda e reafirma a sua posição como uma das melhores da Europa.
Não deixem de ouvir a “Papillon”, “My Life” e “To the wild roses” e porque não, “See the Light”. O mais recente álbum “Echoes”, de 2003, é também de um êxito assinalável - cuja faixa com o mesmo nome é um eco do próprio coração da banda: genial e profundo - e está a ser tão bem recebido pela crítica, como pelos seus fãs, que esperam que a banda germânica se decida pela não dissolução, já anunciada para após o lançamento de “Pandora’s Box”.
Mas, ainda que a banda deixe de existir, sem dúvida que vale a pena ouvir...

Antje Schulz - vozes
Stephanie Härich (nos dois primeiros álbuns ocupava o lugar Catrin Mallon) - vozes
Axel Henninger - guitarra
Dorothea Hohstedt - flautas
Harald Lowy and Oliver Henkel - todos os outros instrumentos


Jutland (1995), HyperiumEchoes (2003), Kalinkaland Records O tão ansiado Pandora’s Box

Site Oficial: www.chandeen.com

Publicado por Jelliel em janeiro 23, 2004 05:30 PM
Comentários

Epá...desculpem lá a minha falta de cultura musical mas...esta gajos(os chandeen..)...que tipo de musica é?

Afixado por: Kl3in em abril 29, 2004 05:07 PM

Chandeen engloba-se nos seguintes estilos de música: Ethereal/Ambient/Atmospheric.

Afixado por: HeartLess em abril 30, 2004 05:41 PM