Soundtrack To Your Escape é o nome do próximo album de In Flames a ser lançado dia 29 de Março. Os fans pode estar agora descansados que após ouvir a promo do albúm digo-vos que não ficarão desiludidos com este lançamento e que a espera valeu a pena. Com um som bastante ritmado e passagens de guitarra que ficam facilmente nossa memória, criando com a ajuda da voz um som quase esquisofrénico a que há muitos os In Flames já nos habituaram, este é um albúm que decerto vai agradar a todos os fans e não só. Destacam-se as músicas "The Quiet Place", "My Sweet Shadow" e "Borders And Shading". Para quem já conhece esta banda que dispensa apresentações, o som deste próximo album está na linha dos albúns anteriores, apenas estando um pouco mais "pesado" mas nada por aí além. Apesar deste albúm ser exactamente o que estavamos à espera duma banda que já há algum tempo nos habituou a música de qualidade, é no entanto um albúm altamente recomendável.
Nota: 9/10
In Flames - Soundtrack To Your Escape
Tracklist:
1 - F(R)iend
2 - The Quiet Place
3 - Dead Alone
4 - Touch Of Red
5 - Like You Better Dead
6 - My Sweet Shadow
7 - Evil In A Closet
8 - In Search For I
9 - Borders And Shading
10 - Superhero Of The Computer Age
11 - Dial 595-Escape
12 - Bottled
Site Oficial: www.inflames.com
Nos idos anos 90, Ryan Lum e Suzanne Perry fundaram os Love Spirals Downwards e com ele surpreenderam, agradaram e conquistaram discretamente os fãs da cena etérea musical. Deixaram saudades, ao partirem para outros projectos, mas ficou a música que, como alguém disse um dia, “é eterna”.
Não é fácil “catalogar” musicalmente os LSD. Foram uma banda simples, discreta, que subsistiu e sobreviveu pelo simples amor à arte e pela necessidade de dar novas músicas à Música.
É verdade que encontramos as marcas bem fortes de Cocteau Twins ou de Dead Can Dance, mas o carácter forte da banda quase que apaga estas “heranças”.
Autenticidade, sobriedade, equillíbrio e surpresa são alguns dos elementos que podemos encontrar nos seus álbuns, todos donos de uma dimensão e profundidade admiráveis, mas sobretudo em Idylls, o primeiro álbum da banda, e o seu melhor embaixador, cujas faixas nos fazem mergulhar num mar desconhecido, mas precioso.
A voz limpa e cristalina de Suzanne Perry é, sem dúvida alguma, a alma deste oceano, que nos leva até civilizações antigas e línguas mortas, a encantos enterrados pelo passar dos séculos e memórias escondidas dentro de nós.
Todas as faixas são donas de uma linearidade e cumplicidade muito fortes, para além de ser mesmo impossível não ficarmos perturbados com a dimensão que elas alcançam. Não querendo menosprezar nenhuma das 13 faixas, porque são todas, de facto, notáveis, deixo-vos com uma transcrição de Stir About the Stars...
Stir About the Stars
Faixas:
1. Illusory Me
2. Scatter January
3. Love's Labour's Lost
4. This Endris Night
5. Forgo
6. Eudaimonia
7. Dead Language
8. Stir About the Stars
9. Noumena of Spirit
10. Ladonna Dissima
11. Drops, Rain, and Sea
12. Waiting for the Sunrise
13. And the Wood Comes Into Leaf
Nota: 8/10

"Through The Eyes", Flaw 2001 (Universal Records)
1. Amendment
2. Best I Am
3. Get Up Again
4. Inner Strength
5. My Letter
6. Only The Strong
7. Out Of Wack
8. Reliance
9. Scheme
10. What I Have To Do
11. Whole
12. One More Time
13. Only The Strong (Acoustic) - Bonus Track
Site Oficial:
DREAM THEATER "Train of Thought"
Formação actual:
James LaBrie - voz
John Myung - baixo
John Petrucci - guitarras
Mike Portnoy - bateria
Jordan Rudess - teclados
Violoncelo em "Vacant" por Eugene Friesen
Temas:
1 - As I Am
2 - This Dying Soul
3 - Endless Sacrifice
4 - Honor Thy Father
5 - Vacant
6 - Stream of Consciousness
7 - In The Name of God
Com produção de John Petrucci e Mike Portnoy e misturas de Kevin Shirley, foi editado no ano passado (2003) o mais recente trabalho dos Dream Theater. Muito se poderia dizer de uma banda que assumiu, com tudo o que isso implica, as rédeas do Metal Progressivo mundial. A profundidade das suas criações são testemunho da capacidade evolutiva do Ser Humano tanto física como espiritualmente. Deste trabalho destaco apenas 7 temas:
O primeiro tema "As I Am" percorre alguns lugares comuns do Heavy Metal internacional. Consegue-se descortinar algo de Metallica, Megadeth, Pantera e o final do tema é típicamente Slayer (para quem não sabe, há uns anos atrás na Tour do "Falling Into Infinity" os DT tocavam a introdução da "Reign In Blood" durante o solo de bateria do Portnoy). Um tema delicioso para quem gosta do Metal mais «clássico». Depois de abrirem o albúm com esta homenagem a alguns dos seus colegas de profissão seguem mais para o seu meio, o Prog. O tema seguinte apresenta uma estrutura muito mais complexa bem mais ao estilo do que os DT nos têm habituado e termina num prolongado e arrepiante duelo entre teclados e a guitarra. "Endless Sacrifice" é uma típica power ballad com verso calmo e tranquilo, refrão poderoso e dinâmico, secção de solos arrepiante e um final apoteótico. Uma passagem pelo estilo NU Metal, muito na moda. A introdução da canção seguinte faz mais uma vez lembrar Slayer que parece, cada vez mais, ser uma clara referência para os DT no que toca a ritmos mais metaleiros. No entanto qualquer semelhança fica-se apenas pela introdução. É um tema DTniano com um balanço muito groovy em certas partes e muito proggy noutras. As texturas harmónicas fabricadas pelos teclados e pelas guitarras transportam-nos para outra dimensão. A única contribuição de LaBrie neste albúm ao nível da criação é apresentada na forma de letra para a linda balada "Vacant". Um tema melancólico com sonoridades tristes (o violoncelo dá uma ajuda nesse sentido) e que introduz o tema seguinte. A instrumental do album revolve em torno da linha melódica apresentada na canção anterior acrescentando dimensões diferentes e cada vez mais complexas até regressar de novo ao princípio fechando o ciclo e colando à entrada da última música do CD. "In The Name of God" é um dos melhores temas dos DT de sempre, na minha opinião. Comprova que a sua capacidade criativa continua em alta e que é sempre possível ir mais além mesmo quando a fasquia já se encontra muito elevada.
Para finalizar, deixo aqui a discografia dos Dream Theater:
Train Of Thought (2003)
Six Degrees Of Inner Turbulence (2002)
Live Scenes From New York (2001)
Through Her Eyes (2000)
Scenes From A Memory (1999)
Once In A LIVEtime (1998)
Falling Into Infinity (1997)
Hollow Years (1997)
A Change Of Seasons (1995)
Awake (1994)
The Silent Man (1994)
Lie (1994)
Live At The Marquee (1993)
Another Day (1992)
Images And Words (1992)
When Dream And Day Unite (1989)
Diamond "dimebag" Darrel e Vinnie Paul estão de volta e em força! Depois do fim polémico de Pantera e da separação pouca amigável de Phil Anselmo da banda para se dedicar a tempo inteiro aos Superjoint Ritual, Diamond e Vinnie vêm agora provar que afinal Phil, ao contrário do que a maioria dos fans pensava, era um elemento dispensável. Com um som semelhante ao que produziam em Pantera mas ao mesmo tempo renovado e adaptado a uma audiência jovem e ligeiramente diferente daquela para que tocavam antes, este é um algo consistente e com grande qualidade. O estilo inconfundível de Darrel continua presente, tal como a batida forte e rápida a que Vnnie nos habituou. É também de destacar o vocalista que deixa neste disco um excelente registo. Do album destacam-se particularmente as músicas "Wake Up", "Save Me" e "Blink Of An Eye".
Nota: 8/10
Damageplan - New Found Power
Tracklist:
1 - Awake
2 - Breathing New Life
3 - New Found Power
4 - Pride
5 - Fuck You
6 - Reborn
7 - Explode
8 - Save Me
9 - Cold Blooded
10 - Crawl
11 - Blink Of An Eye
12 - Blunt Force Trauma
13 - Moment Of Truth
14 - Soul Bleed
Site Oficial: www.damageplan.com
O Album a ser lançado dia 10 de Fevereiro pode ser ouvido em: http://www.vh1.com/artists/az/damageplan/363333/album.jhtml
AGHORA "Aghora"
Este é um daqueles projectos que aparecem e desaparecem quase sem se dar pela sua existência. Porquê? O estilo musical adoptado é de dificil degustação devido à sua complexidade, abrange um vasto leque de influências cuja fusão poderá parecer desadequada ao ouvido pouco habituado a estas andanças, as letras falam de assuntos sobre os quais o comum dos mortais não estará predisposto a reflectir no dia-a-dia, trata-se de uma aventura pontual sem objectivos de longo prazo pelo que a continuidade está desde logo comprometida e é um trabalho sem qualquer preocupação comercial pelo que dificilmente capta o interesse das massas (e das editoras por consequência).
Esta introdução terá com certeza chamado a atenção de alguns de vós. Passo a apresentar os elementos envolvidos na gravação do primeiro e único trabalho desta banda conhecido até à data:
Danishta Rivero - voz
Santiago Dobles - guitarra, cítara, programações
Charlie Ekendahl - guitarra
Sean Malone - baixo
Sean Reinert - bateria, tabla & percurssão
Temas:
1 - Immortal Bliss
2 - Satya
3 - Transfiguration
4 - Frames
5 - Mind's Reality
6 - Kali Yuga
7 - Jivatma
8 - Existence
9 - Anugraha
Santiago Dobles, de origem venezuelana, foi o mentor deste projecto pensado quase desde a sua génese para integrar a extraordinária dupla dos Sean(s) na secção rítmica. Fã incondicional dos Cynic (banda da qual falarei oportunamente) Santiago sonhava com a possibilidade de alguma vez tocar na sua banda de eleição. Esse sonho, como tantos, não se realizou mas surgiu a oportunidade de trabalhar com os Seans e naturalmente não a desperdiçou. Este trabalho é uma fusão de estilos. Não é genial como o trabalho dos Cynic mas a abordagem também é essencialmente diferente. No entanto, encerra um lote de musicas muito interessantes. Desde o jazz ao Death Metal pode-se esperar um pouco de vários elementos e ambiências. Danishta, irmã de Santiago, é uma mezzo-soprano de voz doce e cristalina não escondendo a sua passagem pela escola clássica. Temos uma secção rítmica de alto nível, provavelmente a melhor dupla do género, e uma dupla de guitarristas que se completam um ao outro. O Santiago com uma sonoridade mais jazzística e o Charlie (MENDACITY) com uma sonoridade notoriamente mais pesada e agressiva que acaba por acrescentar uma dimensão e profundidade muito interessantes ao trabalho. Sean Reinert (CYNIC, DEATH, GORDION KNOT, ANOMALY, ) é um baterista de técnica apuradíssima, rápido, definido e extremamente imprevisivel. O outro Sean (CYNIC, OSI, ANOMALY, GORDION KNOT) é conhecido pelos seus trabalhos de baixo muito melódicos e percussivos e também pela sua imprevisibilidade e imaginação.
Não consigo destacar nenhum dos temas em especial mas chamo a atenção para o espectacular solo de bateria no final de "Existence". É um trabalho relativamente homogéneo e as músicas foram desenvolvidas com o intuito de comunicarem bem entre si. Recomendo este cd aos amantes da fusão que também apreciam Metal, pela consistência do som e pela qualidade da execução.
"A Música é uma forma de arte." - Esta é uma frase que apenas pode ser sentida na sua totalidade depois de conhecerem a obra de desta Banda. Fundados em 1987 e com uma história extremamente interessante e fora do vulgar (que pode ser lida aqui), é uma banda com um som estranho e provavelmente totalmente diferente de tudo o que já ouviram até hoje. Este album intitulado "Dies Irae" (O Triunfo da Morte) que data de 1996, é o ultimo de que há conhecimento da banda até ao presente momento e foi fortemente inspirado na vida e musica de George Harvey Bone e nas obras de Edgar Allan Poe, Emily Bronte e Emily Dickinson. Com um som que mistura música classica com rock progressivo e opera ao som de bem treinados violinos, guitarras, pianos, violencelos entre muitos outros instrumentos, torna-se um som capaz de penetrar na vossa mente e incintar à loucura. Trata-se no fundo de uma única música, dividida em 18 partes que somam à volta de 70 minutos de profundo prazer auditivo, capaz de fazer a mente vaguear por mundos maravilhosos. Algo que apenas pode ser compreendido quando ouvido. O facto de existirem poucas cópias dos seus albúns torna também com que seja um item que facilmente valoriza que pode valer bastante dinheiro. Como exemplo, o primeiro album da banda, intitulado "The Mark Of The Beast" conta com apenas 1 exemplar que se encontra na posse do líder e vocalista da banda.
Nota: 10/10
Devil Doll - Dies Irae
Tracklist:
1 - Part I
2 - Part II
3 - Part III
4 - Part IV
5 - Part V
6 - Part VI
7 - Part VII
8 - Part VIII
9 - Part IX
10 - Part X
11 - Part XI
12 - Part XII
13 - Part XIII
14 - Part XIV
15 - Part XV
16 - Part XVI
17 - Part XVII
18 - Part XVIII
Site Oficial: www.alter-ego.dk/devildoll