Aproveitando a recente vinda a Portugal desta musa da pop mundial - que dispensa apresentações - aqui vos deixo o meu review de um dos seus trabalhos. Editado em 1998, 'Ray of Light' é um disco musicalmente leve, mas alegremente ritmado. É composto por músicas essencialmente electrónicas com grooves destinados à dança e ao movimento. As melodias transmitem muita paz e tranquilidade, mesmo as mais mexidas.
A progressão musical de Madonna tem sido notável, ao longo dos anos. Possui um estilo característico e inconfundível, e consegue sempre surpreender pela positiva, quer na área da composição como na área da interpretação. Para quem aprecia esta vertente mais electrónica - para a qual parece caminhar grande parte da música que se faz actualmente - este é, certamente, um disco a incluir na sua colecção.
Gosto particularmente do tema 'Frozen' com algumas influências góticas e destaco também o último tema 'Mer Girl' que não esconde inspiração em Björk - outra musa que dispensa apresentações. Recomendo a audição deste cd em espaços amplos e de ambiente relaxante. A co-autoria dos temas inclui os seguintes compositores e letristas (entre parentesis as músicas em que participaram): Madonna (todas), William Orbit (1, 2, 3, 4, 8, 13), Rod McKuen (1), Anita Kerr (1), David Collins (1), Clive Muldoon (3), Dave Curtis (3), Christine Leach (3), Susannah Melvain (4), Patrick Leonard (5, 6, 7, 9) e Rick Nowels (10, 11, 12)
Termino com uma nota sobre o concerto de dia 13 de Setembro, a que tive o prazer e a honra de assistir. Se dúvidas me poderiam restar acerca do valor artístico de Madonna, a sua brilhante actuação no Pavilhão Atlântico dissipou-mas por completo. Toda a produção do show foi excelente, desde os detalhes técnicos ao aparato tecnológico utilizado, do aprumo da escolha do guarda-roupa ao perfeccionismo da coreografia e da cenografia. Ambos os espectáculos em Portugal foram gravados e darão, em breve, origem a um DVD que documentará aquela que já é considerada como a melhor digressão de sempre da Madonna.
O mais recente videoclip da banda Moonspell encontra-se disponível para download. Trata-se da música "I'll See You In My Dreams" que é o tema principal da banda sonora da curta metragem com o mesmo nome. A produção do teledisco ficou a cargo de Filipe Melo, que é também um dos responsáveis pela curta metragem. A curta metragem "I'll See You My Dreams" continua a enfrentar muitas dificuldades em ser distruibuída em Portugal, tendo sido no entanto já transmitido numa cadeia de televisão espanhola... esta curta metragem já havia sido discutida aqui. Este videoclip é na minha opinião um dos melhores que já foram feitos para a banda Moonspell e merece sem dúvida passar nas estações de música.
O download do videoclip em formato DIVX pode ser feito aqui.
Site Oficial da Banda: www.moonspell.com
Site Oficial da Curta Metragem: www.illseeyouinmydreams.com
Esta relíquia, da qual tenho o prazer de possuir a cópia n001 (o que quer que isso queira dizer), foi gravada em 1984 e editada no mesmo ano no mercado americano e no ano seguinte no mercado europeu. Trata-se do primeiro registo oficial dos Fields of the Nephilim.
Carl McCoy, a grande mente por detrás deste projecto conceptual, cedo reservou o seu lugar nos anais da história da música. Nunca foi uma figura mediática como Marilyn Manson, por exemplo, mas tem em comum com ele uma forte filosofia de vida associada à sua música. Nascido em Londres, McCoy teve uma educação cristã e assimilou os ensinamentos religiosos que a sua família lhe passou, desde criança. Encantou-se com os contos bíblicos sobre os Watchers - anjos caídos - e os Nephilim - linhagem de seres gigantes que surgiu do acasalamento dos anjos com mulheres mortais.
A mitologia «Nephiliana», os filmes clássicos de terror e os westerns serviram de inspiração para desenvolver uma imagem conceptual do projecto Fields of the Nephilim e todos os que lhe seguiram - The Nefilim, Nephilim e outros projectos paralelos. Os ambientes soturnos que a música reflecte são acompanhados dum visual em que pontificam as influências dos velhos westerns, como a roupa de cabedal (preta, de preferência), o chapéu de cowboy, as botas de couro e os cintos largos (também em couro) com fivela personalizada.
O estilo musical presente neste EP é a pura definição do Gótico, apesar dos projectos mais recentes terem uma sonoridade muito mais moderna e diversificada. Destaco os temas 'Trees Come Down' - reflexão sobre a progressiva destruição da natureza por parte do Homem - e 'Laura' - um tema gótico «até à medula».
Mortiis, o troll mais famoso do mundo da música está de volta desta vez com um disco de nome "The Grudge". Mortiis que teve um inicio de carreira no black metal, tendo sido baixista da mítica e lendária banda Emperor, seguiu mais tarde uma carreira a solo tendo um sucesso relativo mas que para ele sempre soube a pouco. Desde de 1993 que compunha e interpretava música darkwave conquistando cada vez mais fans, e cujo auge de qualidade e sucesso foi no albúm The Stargate onde tem a colaboração de Sarah Jezebel Deva (Cradle Of Filth, Kovenant, etc.) conseguindo aí um albúm ímpar e até mesmo brilhante dentro do seu género. Mas Mortiis não estava satisfeito com o sucesso alcançado e sabia que ser famoso a tocar darkwave é algo díficil e então em 2001 quando muitos esperavam que ele compusesse uma espécie de banda sonora não oficial do filme O Senhor Dos Anéis, aproveitando o facto da sua música se encaixar perfeitamente no ambiente gerado pelo filme e usando o sucesso do mesmo para se evidenciar e conseguir continuar a componhar na mesma linha sonora, eis que ele espanta tudo e todos e muda totalmente o seu som. Deixa de ser um projecto a solo e passa a ser uma banda constituída por vários músicos, e o seu som torna-se completamente diferente no albúm "The Smell Of Rain", um som muito menos orgânico, sintético e muito ritmado que constrasta com os seus trabalhos anteriores e que fez com que muitos dos fans que havia conquistado ao longo dos anos se desinteressam-se pelo seu trabalho. No entanto o albúm não era mau, apenas se enquadrava num estilo diferente do que os seus fans estavam habituados mas ainda assim era um album trabalhado, atraente e até mesmo viciante, para além disso ter conseguido com que 2 videoclips referentes a esse album fossem exibidos na MTV valeu-lhe uma legião de fans completamente nova e provavelmente até mais numerosa que a anterior, apesar das críticas terem dado notas muito baixas a esse album. Assim "Parasite God" e "Mental Maelstrom" tornaram-se os primeiros videos de Mortiis a serem conhecidos pelo grande público. Agora em 2004, Mortiis está de volta. Está de volta e mais uma vez completamente diferente. Mas desta vez o resultado foi desastroso. Mortiis tenta agora construir um som dentro do género industrial, ao estilo dos Nine Inch Nails de Trent Reznor, mas é apenas isso, uma tentativa... que este pobre troll desta vez falhou totalmente. O albúm é muito forte a nível de ritmo mas é pouco atraente, electrónico mas pouco dancável, confuso, enervante. A voz de Mortiis parece sofrer de uma forte distorção/manipulação para dar um efeito mais "robótico" e pouco natural, algo que também não favorece este albúm. No entanto o single que foi lançado para dar a conhecer este album está a ter uma enorme receptividade, pelo que a falta de qualidade deste albúm não deverá influenciar negativamente as vendas. Não sendo boas mas considerando-se menos más, destacam-se as músicas "The Grudge", "Decadent And Desperate" e "The Worst In Me". Se procuram algo diferente decerto o encontrarão neste CD de Mortiis mas às vezes ser diferente não basta. Já agora quero esclarecer que o facto de chamar troll ao meu querido Mortiis cujo trabalho passado aprecio bastante especialmente na época do The Stargate não é de qualquer forma feito de modo depreciativo e decerto compreenderão o que quero dizer se visitarem o site da banda/observarem fotografias dele enquanto nesta banda.
Nota: 2/10
MortIIs - The Grudge
tracklist:
1 - Broken Skin
2 - Way Too Wicked
3 - The Grudge
4 - Decadent And Desperate
5 - The Worst In Me
6 - Gibber
7 - Twist The Knife
8 - The Loneliest Thing
9 - Le Petit Cochon Sordide
10 - Asthma
Site Oficial: www.mortiis.com
Nota Adicional: A faixa disponilizada para download não corresponde à faixa do albúm mas sim a uma versão editada que saiu no single correspondente.
Os Sin Of Kain formaram-se no inicio de 2002 e em Março já tinham gravado este album a que deram o nome de "Howling Sins Of A Alighting Whim". Para um primeiro albúm este lançamento é sem dúvida muito promissor. A mistura de um som black metal com riffs de death metal foi muito bem conseguida pela banda e consegue atrair a atenção de quem ouve. Os solos de guitarra são a nata que dá cor ao som que misturados com a "bateria" e com o som de teclados dão um resultado muito impressionante. A banda só conseguiu um baterista em Maio de 2002 pelo que as performances ao vivo pelo que é descrito melhoraram bastante, substituindo o "grande baterista japonês yahama" aka caixa de ritmos por uma bateria a sério. Não tendo no entanto um efeito avassalador, este CD de 40 minutos não deixa de ser interessante. Dá-se especial destaque para as músicas "For You", "Tongueless" e "Fields Of Sadness" e "Cold Inside". A música "Howling Sins Of Alighting Whim" que dá o nome ao album não resultou tão bem quanto seria de esperar. A banda lançou mais recentemente um EP de nome "... Of Disharmony" que sem dúvida mostra que a banda está a melhorar muito e que transitaram o género de som para o que actualmente se chama Extreme Gothic Metal. Este EP é muito mais elaborado e promete que o próximo albúm da banda será sem dúvida um lançamento a não perder. Como bónus, aquando esta review foi escrita tanto o album como o EP se encontram disponíveis para download no site oficial da banda, sendo que provavelmente deixarão de estar quando a banda efectuar um contracto com uma editora. A nota dada nesta review refere-se apenas ao album e não ao EP.
Nota: 7,5/10
Sin Of Kain - Howling Sins Of Alighting Whim
tracklist:
1 - Prologue
2 - Foreword
3 - For You
4 - Tongueless (Bonus Track)
5 - Appearance
6 - Howling Sins Of Alighting Whim
7 - Fields Of Sadness
8 - Cold Inside
Sin Of Kain - "... Of Disharmony" [EP]
tracklist:
1 - Paradox Of Fear
2 - Deathrow
3 - Slaves Of Curiocity
Site Oficial: www.sinofkain.com