Tendo tido acesso à promo do próximo album de Cradle Of Filth intitulado Nymphetamine, aviso que se preparem os velhos fans da banda pois vão gostar do que vão ouvir.
Esta promo é contituída por 6 das 10(?) músicas que vão constituir o album, ainda em "bruto" não sendo esta ainda o "mix" final das faixas nem estando masterizadas. A nível de som nota-se um regresso aos velhos tempos do "Cruelty And The Beast" que decerto agradará a muitos dos antigos fans. Ao ouvir a promo também nos damos conta que o album é muito mais consistente, muito melhor construído e orientado que os lançamentos ultimos da banda que parecia um tanto ou quanto "perdida" no tipo de som que queria fazer. Talvez tenha sido a mudança de editora, agora a RoadRunner, que permitiu aos Cradle Of Filth finalmente voltarem à carga visto que é um editora mais direccionada para o metal, ao contrário da anterior editora a que pertenciam, a Sony Music. O album deverá estar à venda a partir do dia 28 de Setembro de 2004.
A promo é constituida das seguintes faixas:
1 - Medus And Hemlock
2 - Gilded Cunt
3 - Gabrielle
4 - Filthy Little Secret
5 - Swansong For A Raven
6 - English Fire
Depois de 8 anos gravar nenhum album novo eis que esta banda israelita volta agora com uma verdeira obra prima. E não, não é exagero! Com um som refrescante e extremamente viciante, este albúm é um sério candidato a melhor album de Metal Progressivo do ano. Misturando elementos etnicos com metal progressivo esta banda consegue com este album um resultado surpreendente e que coloca à sombra muitas bandas famosas e reconhecidas dentro deste genero musical. O vocalista Kobi Farhi utiliza voz grossa tão facilmente como uma voz limpa tornando a nivel vocal o album muito versátil e ainda para complementar isso em alguns momentos é ajudado por coros. Instrumentalmente o album é também muito completo, para além dos instrumentos musicais mais comuns tal como guitarra, baixo, bateria, teclados, etc, a banda utiliza também violinos, vioncelos e vários instrumentos de origem popular árabe. Todos estes elementos misturados fazem com que este album seja sem dúvida alguma memorável para todos os fans de metal progressivo. São 68 minutos de prazer auditivo que narram uma história que podem compreender ao lerem a letra das músicas. As letras estão na sua grande maioria escritas e cantadas em inglês, no entanto existem também partes faladas em arabe, yemem, latin e até mesmo uma linguagem rudimentar inventada pela própria banda. As músicas que mais se destacam são "Halo Dies (The Wrath Of God)", "Nora El Nora (Entering The Ark)" e "Mabool (The Flood)".
O album saiu no passado dia 23 de Fevereiro e está a causar sensação no mundo do metal tendo uma receptividade bastante alta que certamente se reflectirá nas vendas. Existe também uma edição limitada deste album que inclui um CD de bónus com versões acusticas de material previamente gravado.
Orphaned Land é mais que uma simples banda, é uma experiência.
Nota: 10/10
Orphaned Land - Mabool: The Story Of The Three Sons Of Seven
tracklist:
01 - Birth Of The Three (The Unification)
02 - Ocean Land (The Revelation)
03 - The Kiss Of Babylon (The Sins)
04 - A'salk
05 - Halo Dies (The Wrath Of God)
06 - A Call To Awake (The Quest)
07 - Building the Ark
08 - Nora El Nora (Entering The Ark)
09 - The Calm Before The Flood [Instrumental]
10 - Mabool (The Flood)
11 - The Storm Still Rages Inside
12 - Rainbow (The Resurrection) [Instrumental]
Bonus Disc
tracklist:
01 - The Evil Urge [Originally featured on the album "El Norra Alila"]
02 - A Never Ending Way [Originally featured on the album "El Norra Alila"]
03 - Mercy [Paradise Lost cover-version]
04 - The Beloved's Cry [Originally featured on the album "Sahara"]
05 - The Orphaned's Medley [Featuring "My Requiem" (Sahara), "Seasons Unite" (Sahara), "Of Temptation Born" (El Norra Alila), "Orphaned Land, The Storm Still Rages Inside" (Sahara), "Like Fire To Water" (El Norra Alila), "Flawless Belief" (El Norra Alila) and "Joy" (El Norra Alila)]
Site Oficial: www.orphaned-land.com
Soundtrack To Your Escape é o nome do próximo album de In Flames a ser lançado dia 29 de Março. Os fans pode estar agora descansados que após ouvir a promo do albúm digo-vos que não ficarão desiludidos com este lançamento e que a espera valeu a pena. Com um som bastante ritmado e passagens de guitarra que ficam facilmente nossa memória, criando com a ajuda da voz um som quase esquisofrénico a que há muitos os In Flames já nos habituaram, este é um albúm que decerto vai agradar a todos os fans e não só. Destacam-se as músicas "The Quiet Place", "My Sweet Shadow" e "Borders And Shading". Para quem já conhece esta banda que dispensa apresentações, o som deste próximo album está na linha dos albúns anteriores, apenas estando um pouco mais "pesado" mas nada por aí além. Apesar deste albúm ser exactamente o que estavamos à espera duma banda que já há algum tempo nos habituou a música de qualidade, é no entanto um albúm altamente recomendável.
Nota: 9/10
In Flames - Soundtrack To Your Escape
Tracklist:
1 - F(R)iend
2 - The Quiet Place
3 - Dead Alone
4 - Touch Of Red
5 - Like You Better Dead
6 - My Sweet Shadow
7 - Evil In A Closet
8 - In Search For I
9 - Borders And Shading
10 - Superhero Of The Computer Age
11 - Dial 595-Escape
12 - Bottled
Site Oficial: www.inflames.com
Diamond "dimebag" Darrel e Vinnie Paul estão de volta e em força! Depois do fim polémico de Pantera e da separação pouca amigável de Phil Anselmo da banda para se dedicar a tempo inteiro aos Superjoint Ritual, Diamond e Vinnie vêm agora provar que afinal Phil, ao contrário do que a maioria dos fans pensava, era um elemento dispensável. Com um som semelhante ao que produziam em Pantera mas ao mesmo tempo renovado e adaptado a uma audiência jovem e ligeiramente diferente daquela para que tocavam antes, este é um algo consistente e com grande qualidade. O estilo inconfundível de Darrel continua presente, tal como a batida forte e rápida a que Vnnie nos habituou. É também de destacar o vocalista que deixa neste disco um excelente registo. Do album destacam-se particularmente as músicas "Wake Up", "Save Me" e "Blink Of An Eye".
Nota: 8/10
Damageplan - New Found Power
Tracklist:
1 - Awake
2 - Breathing New Life
3 - New Found Power
4 - Pride
5 - Fuck You
6 - Reborn
7 - Explode
8 - Save Me
9 - Cold Blooded
10 - Crawl
11 - Blink Of An Eye
12 - Blunt Force Trauma
13 - Moment Of Truth
14 - Soul Bleed
Site Oficial: www.damageplan.com
O Album a ser lançado dia 10 de Fevereiro pode ser ouvido em: http://www.vh1.com/artists/az/damageplan/363333/album.jhtml
The Weakness of My Flesh
Com um início a pisar os limites do black metal, com voz vinda directamente do inferno, o ritmo compassado e mórbido das guitarras é acompanhado por um teclado lúgubre e hipnotizante, dando a introdução perfeita para a voz sussurrada, dorida e mórbida de Aaron Stainthorpe. Os apontamentos do teclado remetem-nos para um ambiente negro cheio de encantamentos macabros. Sem duvida uma excelente musica a ouvir vezes sem conta.
A Doomed Lover
Começa com uma bateria lenta e guitarras com o mais puro doom a arrastarem a nossa mente. A voz sussurra palavras que nos entram na mente, antes dum pequeno apontamento quase que majestoso, sem nunca acelerar o ritmo lento como bem apraz ao universo doom. Um teclado rasga a lentidão com uma linha simples mas hipnotizante, dando lugar a uma guitarra com o chorus a rasgar-nos os sentidos. Puro doom, majestoso e eloquente, intenso e genial… Perto do final uma pedaleira dupla acelera o ritmo cardíaco, embrenhando-nos ainda mais neste universo tão peculiar.
The Blue Lótus
Uma guitarra rock, uma guitarra remanescendo o goth-rock dos anos 80, uma voz quente e forte enleva-nos antes do ritmo acelerar com os lamurios do vocalista, recortados por pequenos apontamentos mais doom. Uma guitarra chora por momentos, antes do regresso a guitarra goth, agora com a voz cantando uma melodia bela e cativante. Uma musica mais pop-rock, mas sempre com o carimbo daquela que muitos vêem como a melhor banda de doom metal a face da Terra.
The Prize Of Beauty
Voz em multi-track, grunhidos de black metal, mas as guitarras relembram-nos que os My Dying Bride são uma banda de doom metal, apesar de como poucos se aventurarem em todas as esferas do universo mais pesado e negro do Metal. Teclados a lembrar Dimmu Borgir, envolventes e hipnóticos. A meio da música um apontamento melódico, com guitarras limpas e Aaron a cantar com a sua voz única, tocando-nos através do som nunca linear, nunca estéril desta banda magistral, percorrendo vários universos do espectro do metal.
And My Fury Stands Ready
Na minha opinião talvez o momento menos conseguido. A intensidade continua lá, e o ecletismo vincado. Mas… Falta-lhe o toque mágico. Que nem os samplers conseguem devolver. Uma música menos feliz, ou talvez a precisar de outra audição.
Catherine Blake
Talvez a canção mais orelhuda. Versos arrastados entrecortados por um refrão bastante catchy, em que a melodia imprimida pela voz de Aaron não é alheia. Uma musica que decerto entrará nas preferências de quem a ouvir, embora talvez sem atingir os níveis de reconhecimento que outras musicas desta banda atingiram no passado.
The Scarlet Garden
Scarlet (* :P) é a cor por excelência do universo romântico, que tão vastas repercussões tem na tribo gótica que hoje em dia pulula pelas ruas. Como tal esta musica vai buscar inspirações a esse ambiente, sempre com o carimbo dos doomers My Dying Bride, que usando e abusando de todos os estilos imagináveis na musica extrema de guitarras distorcidas, conseguem a proeza de nunca perder a sua alma, e a sua assinatura. A beleza do violino (eles já não têm violino pois não? Isto é sintetizador, certo?) remete-nos ainda mais para ambientes tristes e românticos de amores impossíveis e o teclado perto do final devolve a música a eloquência e grandiosidade que serve como assinatura para o gothic.
My Wine In Silence
O início faz-me lembrar um Neil Young a tocar num funeral, tendo como banda de apoio os Pink Floyd. Gozem a vontade, mas é essa a ideia que tenho.
Talvez a musica mais calma e singela do disco, que nem os grunhidos breves conseguem macular. Os coros sintetizados fazem a música ganhar uma outra dimensão… Afinal este é um disco dos mestres do doom metal.
E é este o alinhamento do próximo disco dos My Dying Bride. Não pela ordem que aparecerá no disco oficial, talvez com algumas remisturas de ultima hora (talvez não), mas que decerto merece a atenção de todos os amantes do doom metal, de todos os amantes da musica mais pesada, e de todos os amantes da musica em geral. Ou tal como dizia a Isa “É bom ver pelo menos uma banda que não se torna uma merda a medida que o tempo passa.”
Nota: 9/10
Site: My Dying Bride
Tendo sido formada na suécia em 1991, esta banda é actualmente composta Lars Szoke (também pertencente aos The Abyss), Mikael Hedlund (também pertencente aos The Abyss) e liderada por Peter Tagtgren (também pertencente aos The Abyss, Pain e Ex-membro de Lock Up). Com o próximo albúm com lançamento previsto para 16 de Fevereiro de 2004, pode-se dizer que esta banda continua de saúde e recomanda-se. Este novo albúm está ao mais alto nível a que os Hypocrisy já nos habituaram. Com voz muito potente, uma batida forte e uma guitarra bastante melódica, este album está muito semelhante ao albúm "Hypocrisy - Hypocrisy". Pode por isso ser uma desilusão para alguns fans este próximo albúm que preferem o som mais "pesado" de outros albuns da mesma banda. Destacam-se neste album as músicas "Eraser" e "Slave To The Parasites". A banda está ao corrente que muitas pessoas já fizeram o download do albúm na internet e publicou o seguinte comunicado:
For those of you who've already downloaded the new album on the net........great, however, I just remixed and remasterd it. I'm soooooooooooo happy that I did it, it sound so much better and will end up on the CD when its out in stores :16.02.2004 last minute as always.
Peter Tagtgreen
Nota: 9 / 10
Hypocrisy - The Arrival
Tracklist:
1 - Born Dead Buried Alive
2 - Eraser
3 - Stillborn
4 - Slave To The Parasites
5 - New World
6 - The Abyss
7 - Dead Sky Dawning
8 - The Departure
9 - War Within
Site Oficial: www.hypocrisy.tv